O stop-motion já é uma arte de domínio público. Mas você já parou para pensar como eram feitos os stop-motions há 40 anos? Se pintou a curiosidade, então você não pode deixar de conhecer Bruce Bickford, o artista da vez quando o assunto é o movimento da épica massinha de modelar.
Bruce já trabalhou com o eclético Frank Zappa. Zappa é mais conhecido pelo trabalho musical, e fez de tudo na vida (inclusive tentar a presidência dos EUA). É pioneiro do estilo freak rock. Deve ter sido justamente nessa inconstância freak o ponto de encontro entre Bruce e Zappa: a massa é tão absurdamente freak que deixa você babando enquanto as cenas se destróem e nascem na sua frente.
Essa transformação eterna dos objetos é o mote. Só o mote. O resto, é completamente surreal. Bruce é extremamente subjetivo no conteúdo e no conceito, mas algumas coisas dá para sacar: o norte-americano quer chocar e incomodar. É psicodélico. Deem uma olhada:
Todo o trabalho de Bruce é solitário, feito em seu pequeno estúdio. Nossa recomendação, então, é assistir ao recente documentário do artista, o “Monster’s Road” E a indicação não é só pelo inventário da obra, mas pela peculiaridade de Bruce. No vídeo, é interessante curtir a forma como ele encarava as provocações da vida sempre de forma muito criativa. No Youtube, o documentário está dividido em três partes:
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
E para mostrar como o cara continua com tudo, o último trabalho é ainda mais incrível, de 2008. Abaixo, o link do trailler do Prometheus’ Garden:
O trabalho é foda, e assistir aos stop-motions de Bruce é um excepcional exercício de fecundação de criatividade. Agradeço ao lendário @joaomdm que me indicou o tema para fazer esse post. O surrealismo, meu caro, sempre transcende qualquer limite. Um forte abraço do Cafundó pro Bruce.
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