Conversar sobre música é muito mais que apenas falar sobre bandas, estilos e preferências. Pra rapeize da casa, música é inspiração, referência, vício. Numa visita surpresa ao estúdio, vocês facilmente dariam de cara com fones de ouvido rasgando, uns batucando pra cá, outros cantarolando pra lá e, em dias de buenas, o dj brazzalle mandando ver out loud. Não há escapatória, meus caros.
Há algum tempo amigos da turma se mostram interessados no que nos motiva musicalmente. Boa pedida, galera! Com muito prazer vamos trazer vez ou outra as sonzeiras que embalam nossos dias. E não se acanhem: estamos curiosos pra saber o que dá o grau no dia-a-dia de vocês também. Já dou a letra que o papo fica melhor ainda se for levado pra mesa do bar!
Bora trocar indicações, então? Demos uma pensada no que embala a hora da criação e saca só o que eu, o João, Gaúcho, Brazza e o Edson temos pra vocês:
Jhon
“Nesse vídeo gravado em um programa da tv americana dos anos 70, José Feliciano mete bronca em um cover do hit sessentista “California Dreamin’”, do The Mama’s & the Papas. Esse som está no disco “Feliciano!” (1968) e eu recomendo a audição. É um disco cavernoso desse porto-riquenho malucão que é totalmente cego desde que nasceu, com muita influência de guitarra flamenca acompanhada de flauta, contrabaixo e percussão simples. É o estilo de som que ando ouvindo no momento, na minha onda particular de redescobrimento dos artistas de 60′s folk. Quanto a escolha da música, não tem muito mistério: eu simplesmente acho a letra e a melodia piradonas demais!”
Gaúcho
“Na verdade, eu poderia escolher quase qualquer musica do chemical brothers para figurar entre as minhas favoritas para momentos de criação. Os caras sao fodas, dominam a arte de fazer músicas empolgantes e fazem a pessoa manter o foco. Quando só o café não consegue te manter acordado, um álbum bem escolhido pode ser a diferenca entre job entregue ou chororô por deadline. Nesses casos os álbuns “Come With Us” e “Surrender” são uma verdadeira “pepita de ouro meeo”. Apesar da música que eu escolhi não ser de nenhum desses álbuns (trata-se de um single) a pegada é mais ou menos a mesma. Ou seja: ritmo frenético e letras que mais parecem mantras non sense. O que, aliás, é uma qualidade indiscutível desse clipe, que utiliza um antigo filme shaolin com um novo lipsync e adição de elementos bizarros pra criar uma sensação de WTF genial.”
Edson
“Escolhi essas por um simples motivo: sou fã dos Beatles e não canso de escutar. Apesar de vários terem feito boas versões das músicas deles, poucas são melhores que as originais e essa versão do Joe Cocker, na minha opinião, é a melhor de todas as adaptações. Isso me faz lembrar que não importa quão bom algo possa ser, sempre dá pra surpreender. Curiosamente, tocava na abertura de um seriado que me acompanhou na adolescência: Wonder Years (Anos Dourados) com Kevin Arnold, Winnie Cooper e Paul Pfeiffer.”
Brazza
“Quando eu quero concentrar eu boto uma parada bem ambiente e experimental no talo do fone. Boards of Canada funciona bem, Sigur Rós, Zero7 e Album Leaf são outros. Aproveito pra recomendar o documentário do Sigur Rós, Heima, que é fueda e boniton!”
Minha indicação:
Sendo uma das minhas últimas esperanças para o rock atual, os australianos do Wolfmother tãonazárea quebrando tudo desde 2000. Já faturaram diversos prêmios, tanto pelas músicas quanto por desempenhos individuais. No Grammy 2007 “Woman” desbancou grandes nomes (como System of a Down), na categoria “Melhor Desempenho de Hard Rock”. Apesar disso, confesso não curtir tanto o disco Cosmic Egg (2009) , mas deve ser pela alta expectativa que eu tinha. De qualquer maneira, os caras continuam mandando ver, inspiradíssimos em Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple. Espero que meus vizinhos curtam.
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http://www.google.com/profiles/joaomdm Joao M. D de Moraes
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Marcelo Andreguetti
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http://www.italomen.com.br Ítalo de Oliveira Mendonça
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